
O segundo show da banda capixaba Mukeka di Rato é hoje, mas antes de conferir o ensurdecedor som dos caras, confere aí uma entrevistinha que eu fiz com o baixista e um dos vocalistas da banda, Fábio Mozine, que também toca nas bandas "Merda" e "Os Pedrero", originais da mesma cidade, Vila Velha-ES.
Vi que vocês estão concorrendo como melhor banda na categoria hardcore pelo VMB, é a primeira vez que vocês participam da premiação? Como ta sendo a experiência?
Isso, nesse caso estamos concorrendo como melhor banda hardcore, uma categoria nova e não unicamente com nosso clipe. essa é a terceira vez que estamos participando, ficamos surpresos com a criação dessa nova categoria, achei interessante, eu mesmo fiquei sabendo pela televisão igual as outras pessoas, muita gente soube antes da gente mesmo. Acho legal a Mtv abrir os olhos pra um estilo como o hardcore, isso mostra o seu valor pra musica nacional, ou seja, quebrando algumas barreiras. Lembrando que as bandas ali (Concorrendo com o Mukeka estão, Devotos (ex-devotos do ódio), Dead Fish, Garage Fuzz e Presto?), ao meu ver, são representantes legítimos do estilo e não indicações toscas, etc.
Eu estava no show do Whitesnake, coincidiu com o dia do show do Mukeka em Manaus, perdi a oportunidade mas o próximo espero não perder. Como foi esse show? Quais eram as expectativas do publico Amazonense?
A expectativa era muito boa. O que chega aos nossos ouvidos aqui na região sudeste é que ai há um grande numero de pessoas envolvidas com hardcore, metal e rock n roll em geral, então a nossa expectativa era de casa cheia e de show bom e foi realmente o que rolou. A galera nos recebeu de forma muito amistosa, melhor impossível, nos sentimos em casa, o show foi muito bom, energético e acho que dessa vez pode ser melhor ainda
A banda ainda sofre preconceito por não ser fruto do eixo RJ/SP ou o mercado do hardcore é livre de preconceito quanto a região?
Acho que não, muito pelo contrario. Acho que pelo fato de ser do ES somos até mais procurados, é um diferencial. Faz falta as vezes morar em SP, por logística, por exemplo, é muito mais difícil a gente ir do ES pra Manaus do que se estive morando no estado de SP, mas tudo bem, damos um jeito, já que não vivemos da banda, apesar de encararmos de forma profissional, a banda ainda é uma grande brincadeira pra gente que ajuda no máximo a pagar uma conta de telefone no final do mês.
Tenho alguns CD’s do Mukeka ainda lançados pela Läja, mesmo sendo pequena, deve ter muito trampo pra fazer, dá pra conciliar as bandas, o trampo e as outras atividades da gravadora, ou dá um nó na cabeça?
Eu estou igual um maluco. eu tenho 3 bandas na ativa, alguns outros projetos paralelos como uma banda cover de Roberto Carlos anos 60, dentre outros que de vez em quando pintam, alem de comandar a laja records, organizar show do mukeka e de outras bandas, tour, agora estou participando de algumas feiras de musica por uma cooperativa de musica do estado do ES, bicho, minha vida esta um pandemônio, só falta eu ganhar dinheiro agora, hehe mas sinceramente estou feliz com os projetos em execução.

Agora falando do show do dia 25, o que publico pode esperar do repertório?
Assim como em todos os shows do mukeka faremos um apanhado das melhores musicas de cada cd, não excluindo nenhuma fase de nosso repertorio e como fazemos ao final do show, caso a galera ainda queira mais, se a gente estiver vivo vamos continuar tocando! Espero que não esteja calor pra caralho ai, me disseram q tava foda esses dias hehehe a gente sofre, apesar que no ES é quente pra cacete também, mas o clima ai é bem diferente, da única vez que fui achei abafado, mas é isso ai mesmo, tamo indo ai pra fazer ficar mais quente ainda bicho! abraçao e valeu pela entrevista!