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quinta-feira, fevereiro 28, 2013

X-Conquista



Todo o mundo pelo menos uma vez já ouviu o passou pela situação quando a mãe vai vai levar o filho pela primeira vez ao parque de diversões e está na porta dando aquele be-a-bá pro filho, do que fazer e o que não fazer, tipo “quando eu disser não, é não!”...

Mesmo assim, nada disso acontece, ele passa a noite inteira enchendo o saco, com mal criações, gritarias e tolices. Ela morta de estressada, só se preocupou não curtiu nada e no final ainda solta um traumático comentário: “não vem mais!”.

Analogias a parte, é bem assim que rola com alguns caras quando acontece a primeira vez. Não sei se é um comentário conservador da minha parte, não sei se por trás das paredes de outros quartos de motéis as coisas não rolam diferentes.

Lembrei de um ditado que existe, não sei exatamente se é assim, mas acaba se encaixando quando diz que o mau filho também é um mau amante. Gente insubordinada não conquista espaço em lugar nenhum, nem em quatro paredes. Tem que saber pedir, saber ganhar e valorizar o que recebeu. Ou não?

Na primeira vez tem que ser meio de levinho, ninguém se conhece direito, não tem a manha sobre as preferências do outro e também não é a hora de fazer adaptações de todas as opções do Kama Sutra. Senão assusta e as vezes até apavora.

Claro que se a intenção é surpreender, eu acho super válido e priorizo na minha performance. Tem uns que você olhando não deposita R$1 e na hora de rebolar faz tão bonito quando menos espera você ta querendo o cofrinho....

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Tipo Puta Doida



Sem que eu tivesse comentado sobre o post anterior, o assunto ja veio a tona segundos depois que eu publiquei o texto. Talvez a segunda parte da minha versão do Amor de Pica.
E aí vai uma situação (fictícia, óbvio) de dualidades. Os pontos extremos vocês já conhecem, mesmo com toda gana, com toda brahma e toda a tara que possa existir um lado sempre afunda e outro flutua.
As mulheres são sempre carentes e as vezes acabam extrapolando o cuidado em tentar manter alguém. Aí acabam tomando atitudes que nem ela mesmo, em sã-consciência consegue entender. Ora por ser humilhante, ora pro ser desesperado, o ato das mulheres ainda me surpreende.
Tenho um amigo que define de mulher “Tipo Puta Doida”, quando a mulher é capaz de ao descobrir que o cara tem namorada, chegar ao ponto de ligar pra mulher com o proposito de foder a relação do cara na esperança de uma futura ‘liberdade’ dele.
Isso sem contar das novas tecnologias fodem a vida do cara. Ele não pode fazer ‘checkin’ em algum local, mesmo não convencional que lá está ela. Aparece como uma sombra na tentativa de conseguir pelo cansaço ou pela falta de opção (dele).
Engana-se quem pensa que as oficiais fogem do termo. Lá trás eu chamava de meninice, mas hoje em dia percebo que merdas que a mulheres fazem aos 15 anos são as mesmas de quando ela tem 30. A proporção é a mesma até. Ainda existem aquelas namoradas que criam perfis fakes de mulheres gatas para ‘testar’ o namorado a troco de porra nenhuma. É mana, porque mesmo cara sendo um Brad PitA, quando a esmola é demais o ‘santo’ desconfia. E quando ele te trair, vai bem debaixo do seu nariz...
Acredito que diante dessas definições mei tortas, todo mundo conhece alguém meio Puta Doida. Compartilha aí com a gente...




Friend Zone é? Maaaarca!


Só os homens conseguem lidar com tanta naturalidade com a casualidade do sexo. As mulheres tentam mas sempre tem um momento que bate aquele sentimento mais forte e as vezes desnivela tudo.
Amizade não se discute, é um fato. E a relação de cada amigo vai do interesse e incentivo nas atitudes. Acredito que é o tempo vai moldando a intimidade de certas pessoas, que quando eles menos esperam, a ligação é maior do que qualquer tipo de fidelidade.
Há quem diga que isso nem existe, mas eu sou uma prova viva de que existem amigos de sexo oposto sem nenhum interesse sexual. Por outro lado, existem outros que podem está nos mais íntimos e traumáticos detalhes da vida do outro mas ainda sim, existe uma química que fala mais alto e uma chama que arde.
Ain.. Isso se chama amor... hahahaha mentira, não é não. É pura tara e só. 
Mas como diz o ditado: brincando, brincando, o cachorro foi lá e comeu a mãe dele. Cheguei a pensar que a distancia era o que melhor aproximava. Mais perto mais longe. É de perto que a gente sabe o quão manipulador ele pode ser e o quão manipulável as mulheres podem ser. 
É como catar umas sobras no fim da festa, ele pode ter tentado chegar em várias, mas quando percebe que vai voltar pra casa sozinho, se aproveita da marmita que está alí, pronta pra "viagem". 
E no auge da sua carencia, ela acaba cedendo, se submetendo. Como se nada tivesse acontecido, como se nunca lagrima tivera sido derramada, nenhuma fagulha de esperança tenha sido riscada e muitas delas, tem unicamente no interesse de passar mais uma vez, algum tempo juntos. 
Um dia desses eu achei que estava livre, mas vi que era mais uma livre prisionera (clin$$), por diversos frutos e principalmente os sabores. Que se encarregam de ser diferentes todas as vezes. Uma dose nunca provada antes.
Percebo que dá para ter outras relações, falar sobre outros assuntos, ter diversas experiências e até broxar em algumas atitudes, mesmo assim, contudo, ainda é suficiente para rolar um “/ignore” em todos esses problemas e ainda assim correr pro abraço, beijo, cheiro...



Lutadora


Estou mal, sem lembranças pra me lembrar, uma história que nem surgiu
Que eu criei pra me empolgar. Me importei a vida é boa pra acabar
Quando eu te vejo eu passo mal, me dá vontade de me enforcar
Você mudou minha vida, a vida inteira e eu continuo assim
Sem lembranças pra me lembrar, a vida é boa pra acabar
Me dá vontade de me enganar, o resto da vida pra ficar sem lembranças
Você se foi, sem ter ao menos chegado, nunca dá certo quando eu preciso
Me dá medo do seu olhar e eu sei a culpa é minha só porque criar
Nada disso passou por você, e eu me enterro só pra te ver
Você me deixa doente, me deixa pra baixa e olha o resultado.
Sem lembranças pra me lembrar, a vida é boa pra acabar
Me dá vontade de me enganar, o resto da vida pra ficar sem lembranças
Mas você só me fez mal... 

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Amor de Pica (parte 1)


Falar de religião ou futebol são sempre assuntos polêmicos que rendem grandes comentários, portanto vou falar de sexo, já que pelo menos, prazer todo mundo tem. E quem não tem, provavelmente não tá lendo esse blog aqui. Hehehe
Existem muitas teorias sobre o Amor de Pica [aquele que quando bate, fica] mas se há uma verdade ela é afirmativa. Realmente pode acontecer, mesmo que inexplicavelmente. Isso pros padrões gerais, porque os conceitos tarados, nem precisa de explicação. Não to nem falando de apego, sentimento puro, paixão e essas outras coisas, o lance é sexual mesmo.
Eu já fui vitima desse mal e confesso que até demorei pra perceber isso, a cegueira é a mesma. No inicio dá aquela sensação de satisfação, em que você recebeu uma dose daquilo que nunca nem tinha visto antes, nem imaginado. A surpresa no desempenho geralmente é uma característica disso, daqueles que você menos acredita que vai ‘dar a liga’ [eufemismo cretino], é o que te deixa com movimentos limitados.
Essa dose não é a porra propriamente dita, pode até ser, mas não exatamente nesse caso. É mais uma questão de estilo, conceito e empenho. Aquele te come com gosto, com tesão e atenção no que ta fazendo. Tem vontade de te beijar nem que seja na pontinha do pé, aquele que cheira o corpo inteiro, passa a mão com cuidado e o melhor: sabe rebolar [eufemismo cretino 2].
Não existe coisa melhor do mundo do que ir trabalhar com movimentos limitados e sorrisos ilimitados. Todo mundo ganha. A ansiedade da próxima vez é grande e nem é por quem ele é, mas sim o que ele fará nesta vez? 

PS: Nem sei porque coloquei 'parte 1' no título, vou pensar numa continuação para o assunto...

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

O Melhor da Constantino É o Haiti


Só os fortes entendem essa frase, mas na real é a minha forma de dizer o quão eu acho legal essa misturada de etnias que o país possa ter. Sempre tive costume de pegar ônibus que vão pela Djalma Batista, tinha sempre a impressão que pela Constantino demora mais, é mais longa, mais esburacada e ainda tem o terror do T1. Um caos. Recentemente tem sido minha rota constante e tô gostando dessa novidade.
Exceto por outro dia que eu tava atravessando a constantino, na frente do olímpico e quando to meio-fio passa um ônibus e levanta meu vestido. Oh shit! Quando olhei pra parada tava até o tucupi de haitiano. Hauhauahuahua #tonemvendo
Uma vez me questionaram se no Haiti não tinha mulher, já que só chegava cueca aqui em Manaus. E eu tenho visto algumas, elas são lindas, expressões faciais simétricas, um olhar que fala mais do que muita cara de fome que a gente vê por ai. Acho que a gente tem é que aprender com esse povo, aprender a sugar o que cada um tem de melhor, a troco de aprendizado, propriamente dito. Os caras tem documentos, tem identidade e a maioria deles estão com os exames de saúde em dia, diferente de muuuuuitos amazonenses por aí, porque não seriam tratados com o mesmo respeito de um cidadão local?
Sinceramente, eu fico feliz quando vejo um deles se adaptando no trampo, muito massa quando o cara se esforça, aprende o idioma, releva as brincadeiras, o bullying, tudo isso para ter uma nova vida, uma outra história. Altamente merecido.
Ainda mais porque me entristece ver um povo nativo sonso, sem vigor pelo trabalho, agindo como se tivesse fazendo um favor, sem ter zelo pelo trampo, vive numa síndrome de impunidade, muitas vezes por fazer parte da família dona do ramo ou ter algum tipo de vinculo afetivo. Vergonhoso e muito comum. 

domingo, fevereiro 17, 2013

O dia que eu quis dar esmola e não tinha dinheiro


Esse titulo não é para ter um tom dramático, simplesmente porque foi exatamente isso que aconteceu. Sem querer parecer piegas ou seiláoque eu cheguei a ensaiar esse post várias vezes, confesso que tentei até escrever num papel as coisas que quero escrever unicamente porque não confio na minha memória, enfim, agora vai!

Quem me acompanha de perto sabe que eu gosto muito de andar de ônibus. Claro que há tempos minhas rotas não precisam mais ocupar o horário de pico, não pego busão lotado nem fodendo, mas se ele lotar e o esfrega-esfrega começar é o jeito eu entrar no clima. 

E diante tantas rotas já percebi que os temas das pessoas que transitam pelos coletivos são específicos, mesmo que aleatórios eles seguem padrões diferentes. Estou falando de ambulantes, vendedores, pregadores, missionários e todos os 171 que pedem licença da nossa atenção e até da nossa colaboração.

O cenário era a Avenida Constantino Nery, ele subiu pela porta da frente na altura da Ambev. O blábláblá inteiro eu não lembro, mas o resumo da história é que ele tinha diabetes, perdeu o pé (ou a perna) por conta da doença e não podia trabalhar.

O busão tava meio lotado, mas eu consegui ver que ele tava de braços abertos se segurando e falando várias coisas bonitas. Coisas sobre a vida, sobre o aprendizado que ele já teve e acabou tendo que passar ao longo dessa doença.

Ele não tinha um discurso de evangélico gorduroso, era um homem que não queria perder a dignidade e precisava de ajuda. E com isso, ele pediu o esforço da solidariedade. No caso, ele queria que as pessoas entregassem dinheiro até ele, porque ele não ia pagar a passagem e nem ia ficar se aventurando dentro do busão em movimento.

O cara tava clamando por ajuda e o público petrificado.

Mano, era uma hora da tarde de janeiro, não tinha aluno era só gente que trabalha, que tem acesso a dinheiro. Não era possível que NINGUÉM ia topar ajudar o brother. Ele disse que ia descer lá na Benarrós, deixou esse deadline pra galera. E nada! Um minuto depois, apareceu uma garotinha, me lembrou até oferta de igreja em que as mães mandam as crianças. [Eu morria de vergonha, ia odiando]. Até que apareceu um cara pra ‘recolher’ vários dinheiros que as pessoas estavam segurando mas não tiveram a coragem de ir até o homem, entregar na mão dele. Com um olhar de quem quer dizer ‘vá lá mano, é pouco mas pode ajudar, boa sorte nessa sua jornada’.

Eu não sou de dar esmola pra pedinte, principalmente quando ele diz que é pro da cachaça, naquele dia até se eu tivesse uma maçã na bolsa eu teria dado pra ele. Lógico que minha situação não tava como a dele, mas na ocasião eu realmente não tinha grana. Isso me faz pensar que tem gente que tem vergonha de ser boazinha. Tanta gente fazendo maldade purai e o povo acaba tolerando muita coisa que quando chega a hora de fazer algo, mesmo que simples, mas o bem pro outro, rola um cagaço. Why?