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sexta-feira, junho 14, 2013

A cidade muda que não muda



Sexta-feira passada fui ao Sinetram mais uma vez, não tenho saudades do tempo em que trabalhei lá, a não ser pela tapioca que a dona Maria fazia, clandestinamente deliciosa e pela bagatela de R$1. Eu fui tirar mais uma via da minha carteira de vale transporte, que pela quinta vez eu perdi...
O preço da passagem de ônibus é algo que realmente me incomoda, principalmente por conta das condições do sistema. Quando eu falo em condições é bem mais com o preparo e preocupação dos profissionais e mesmo com a redução de R$0,10, os estresses ainda são constantes.
A síndrome de impunidade ainda persegue os funcionários “públicos”, não existe um amor ao ser contribuinte, ao servir ao governo. Afinal de contas, quem é mesmo o governo? Pra mim, desde os tempos que a passagem era r$1,50, os extravios sempre foram absurdos, até hoje tem ônibus com placa de Curitiba, Rio de Janeiro e circulando por aqui, com a vista grossa do Detran/AM.
Claro, o ‘motora’ tá pouco se fodendo pro jeito como aquele ônibus chegou até ali, muitos deles ficam até espantados por muitos deles ainda estarem funcionando. Os que não estão, eles escondem as carcaças dos ônibus embaixo da venta do amazonense e ninguém faz nada.
É como a lei que os motoristas do 203 inventaram em passar por dentro do conjunto no ultimo ônibus, ignorando pelo menos três paradas que ainda estão na Torquato. O 007 então, passa como se fosse um favor pra você. E você desce onde ele quiser, não importa se for há quatro casas da parada certa. Isso acontece diariamente comigo há anos, já gritei, já xinguei, já tentei falar baixo, já tentei convencer o cobrador a ficar do meu lado mas nunca mudou.
Uma vez, há muito tempo, conversando com alguns amigos, divagávamos sobre uma possível manifestação de moradores da zona Leste. Tacar fogo em ônibus, destruir viaturas, depredar propriedades particulares, enfim, promover a desordem.
Mas eu duvido muito que esse seja o povo de Manaus. Aqui, uma manifestação participa bem menos de 50 pessoas e mesmo com os gritos de ordens afiados, não conseguem nem mexer o ponteiro da indignação.
O povo de Manaus assiste os rachas e pirotécnicas das iluminadas viaturas de polícia, há quem dica que os PMs estão aprendendo até a empinar as motinhas hotweels em plena avenida Noel Nutlles. Duvido que as câmeras do ciops tenham registrado isso, possivelmente aconteceu durante a troca de presentes do amigo oculto de final de ano do efetivo noturno.
Eu já sei que a policia que bombardeia, bate, agride, é a mesma que passa a semana inteira fumando pasta-base de cocaína dentro do mitsubish do (R)onda no Bairro. Afinal de contas, deve ser muito legal ficar zurado do lado de dentro das luzes.  

quinta-feira, junho 06, 2013

Homem com síndrome de mulherzinha!




Mesmo de longe, admirar uma pessoa tem lá os seus mistérios, que podem ser confundidos com valorização profissional e até atração física, fica bem próximo do que conhecemos como tara. Existe aquelas que mesmo sem nenhum contato físico já explicita uma vontade, fato que não se comenta nem com o melhor amigo.
Deixa lá, guardado, como uma semente no deserto a ponto de cerca de dez anos cair uma gotícula de água e volta a reviver mas só algumas doses de adubagens pode fazer ela virar alguma coisa. Pode até se confundir também com o amor platônico, aquele do desejo e nunca da atitude.
Pela situação, conveniência, afinidades e até opção sexual existem inúmeros motivos que deixam claro para a segunda pessoa de que aquela reciprocidade não rola. Podia até ter rolado, no passado, quilos ou músculos a menos, mas not today.
A confirmação demora pra vir e tudo vira assunto, desde o primeiro contato ou uma opinião, tudo vira motivo para ser mencionado. Como uma ilusão de menina de 15 anos nos primeiros passos de uma paixão. Até que são os primeiros passos de um caminho que ainda nem existe, nem hoje e nem nunca.
Uma ação chama mais atenção do que uma mulher de calcinha deitada na cama sendo vista pelo buraco da janela, fato que se ela tivesse totalmente despida não seria tão instigante. A vontade do desejo é maior que a necessidade da saudade, ish, parece filosofia barata ou música do Amarante...