
Diretamente dos clássicos da literatura britânica de Arthur Conan Doyle, "Sherlock Holmes" - que estreou último final de semana nos cinemas de Manaus - já é sucesso de bilheteria. A aventura arranca sorrisos e suspiros a cada peripécia do detetive inglês, vivido por Robert Downey Jr., mas não passa de uma produção mediana.
Engana-se quem pensa que na versão do diretor Guy Ritchie, Sherlock receberia uma caracterização sombria e intelectual. O cineasta do longa-metragem preferiu explorar as facetas como a curiosidade com a ‘mistureba’ química, prática de boxe e sua energia inacabável de estar trabalhando.
Na trama, o horripilante Lorde Blackwood é condenado a morte por sacrificar várias vítimas em rituais de magia negra. Após o enforcamento do vilão, Londres fica aliviada, mas meses depois é surpreendida com a ressurreição do bruxo. Dando mais trabalho para o Sherlock e seu fiel companheiro Dr. Watson (Jude Law).
Outro destaque do filme é a divertida relação entre Holmes e Watson, que inclusive está se despedindo dos casos e vai em busca de uma vida comum e dedicação integral à medicina e ao lado de uma bela esposa. O convívio é tão descontraído que o companheiro do detetive, nada mais é do que a condensação do equilíbrio e juízo na vida de Holmes, pois existem cenas em que o espectador não sabe até onde Holmes vai se Watson não estiver por perto. Emocionante!
Ritchie pode ter certeza que os anos ao lado de Madonna valeram a pena. A trilha sonora permite que o público possa viajar em cada nota musical, enriquecendo ainda mais o produção. Isso sem contar com a dinâmica produzida nas cenas em câmera lenta que antecedem as ações calculadas do detetive, evidenciando as ‘marmotas’ de Holmes.
Para ter a garantia de compreensão de todos, Guy não perdeu o custume de tentar explicar "tim-tim por tim-tim" o desfecho do filme. Desnecessário né? Apesar de não existir uma continuação confirmada, "Sherlock Holmes" dá uma pontinha do que ‘ainda vem mais por aí’, é preciso aguardar e, quem sabe, no próximo venha o Sherlock Holmes (“Elementar meu caro Watson”) que a gente conhece.