terça-feira, maio 21, 2013

O dom e habilidade no jabá



E lá se vai mais um assunto polêmico, mas na real, nem é tanto assim. Esse assunto é um mercado bem fácil de ser identificado e quase não é mal visto entre os profissionais da comunicação. Pra quem não sabe, também é chamado de jabá aqueles ‘agrados’ que são feitos por empresas, políticos ou entidades a alguns jornalistas, editores, colunistas sociais e donos de veículos de comunicação.
O nível do agrado depende muito da popularidade do jornalista em parceria com o grau de magnitude da empresa. Algumas fazem festas de confraternização para imprensa no final do ano. Há quem diga que isso é se vender por um prato de comida, outros que argumentam com a opção de ganhar de prêmios e viagens aéreas, um ou o outro, eu vou em algumas porque sei que sempre reencontro ex-colegas de trabalho, faculdade e até ex-professores.
Já tive oportunidade de receber uma grana que por ingenuidade da fonte, achou que é “desse jeito que funciona”. Na hora, eu dei um sorriso simples e disse que ele não precisava se preocupar que a satisfação dele depois da matéria publicada era meu pagamento. E até é, quando existem inúmeros cargos fantasmas em assessoria de políticos e ao mesmo tempo, mantém intactos suas vagas nas redações. Até nisso é definido pela popularidade do jornalista.
Uma vez eu fiz uma matéria com uma cantora, peguei o flyer e como não tinha onde ouvir o CD, deixei dentro da bolsa. Era véspera de feriado e eu estava de folga, fui com uns amigos tomar um banho de cachoeira em Presidente Figueiredo, na volta da viagem, soltei uma piadinha do tipo: “to enjoada desse som, põe isso aqui”, e quando abri o CD da mulher, tinha R$50 dentro. AH! Moleque! Confesso que esses 50tinha morreu de colar, eu tava lisa, tinha gastado uma grana na viagem, acabou servindo pra botar gasosa no carro do amigo.
Tenho um amigo que diz que no futuro eu vou ser mais uma, dessas que aceita e se contenta. Acho que não é pra tanto. Minhas contas são altas e muitas, mas o equilíbrio tem que ser feito. E a consciência sempre limpa. Porque pra mim, receber jabá em espécie ou não, é que nem babar-ovo. Isso eu deixo pros assessores de imprensa, colunistas sociais e relações públicas dessa triste imprensa manauara.
Conversando com alguns amigos jornalistas o assunto tomou conta da mesa, muitos condenam, acham o absurdo e outros assumem até que em alguns momentos os ‘agrados’ são inevitáveis. Eu acho um pouco triste pela parte profissional, porque o jornalismo propriamente fica esquecido e até alguns que sambam na cara dos que trabalham de verdade. Dos que gostam do que fazem e priorizam a noticia acima de tudo. Fico triste quando neguinho passa por cima da pauta e não consegue enxergar o que de fato é a notícia. 
A população por muitas vezes fica refém dessas verdades, na ‘inocência’ de que jornalista só trabalha desse jeito. Minha avó diz que eu devia ter arrumado um emprego, ao invés de um “trabalho”. Eu gosto e não abro mão, mesmo com as condições salariais. Criatividade é luxo e talento é raridade. Confere?

segunda-feira, maio 13, 2013

Quem você levaria para uma orgia?





Eitacaralho! Quase um mês sem postar nada e ela já vem com papo de orgia. Hauhauaha, poisé, é o que tem pra hoje. Na real a pergunta que dá o título do texto de hoje foi uma leseira cogitada com uma amiga e o assunto foi se estendendo para várias pessoas. 
Em uma festa com aproximadamente 300 pessoas, escolher três casais aleatórios parece uma tarefa difícil, principalmente para as mulheres.Recalques a parte, mesmo durante uma putaria coletiva toda mulher quer se sentir segura em relação ao ser corpo e ter uma mina mais gata que ela no game pode dar a sensação de que ela vai ser jogada para segundo (ou terceiro) plano.

Aí é onde entra a escolha masculina, que tem que ficar dividido entre eficiente, atraente e duradouro. Não acho que valha a pena, eleger pelo menos três caras bonitos se a procedência do desempenho pode ser duvidosa, o que eu acredito que muitas vezes é. Sem querer ser polêmica, mas não conheço nenhum homem bonito que seja bom de cama. Principalmente porque na hora da putaria, a simetria do boy é o que menos conta.

Algumas mulheres acabam perdendo tempo almejando essa beleza muitas vezes até inatingível e quando se busca prazer, chega a ser desnecessário. Vale a pena, durante a escolha, pegar ali um colírio, desses pra limpar a vista e há quem diga que pode até surpreender, mas eu, não priorizo.

Meus textos não tem muito compromisso com a verdade, mas confesso que nunca participei de uma putaria com vários, aleatoriamente eu não toparia. Talvez num desses desejos e escolhas a dedo, aí sim. Mentira.

Manaus é uma terra que respira putaria, mas ainda assim, é realmente descartável essa hipótese, não sei como a galera consegue, porque rola, djireto! Porque aqui, hoje tu tá num quarto de motel com um (ou vários) caras, amanhã durante o café da tarde com tua família, ele tá lá na Pãozinho, pedindo o açúcar da tua mãe na mesa ao lado. Tenso né? 


P.s. Quero agradecer as pessoas que elogiam os textos do blog pessoalmente, confesso que fico morrendo de vergonha mas adoro receber esse feedback.