terça-feira, julho 26, 2011

Copo Vazio

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.

É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.

Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

quarta-feira, julho 13, 2011

Resenha do filme Cilada.Com

Nos tempos em que o bullying definitivamente virou um problema social, o filme “Cilada.Com” com direção de José Alvarenga Jr. (Os Normais, Divã) mostra exatamente o quanto um cara pode ser zuado após ter um vídeo divulgado no “InTube” em uma performance de ejaculação precoce.


Após trair a namorada (Fernanda Paes Leme), Bruno (Bruno Mazzeo) em frente de todos os convidados do casamento da melhor amiga dela. Ela resolve se vingar e postar na internet um vídeo de uma transa que durou menos de 10 segundos.

Ele que nunca foi um namorado atencioso, também é um atrapalhado e medíocre publicitário. Frustrado, Bruno contrata um cineasta maconheiro apelidado de 'Marconha'(Sérgio Loroza) para filmar uma performance que possa salvar a reputação do cara, ‘mandando ver’ com alguma menina.



Recheado de clichês e trocadilhos infames, a trama segue com as experiências sexuais com mulheres desconhecidas. Que vão de prostituta que fala errado, mulher com pênis e até mau hálito. A 'baforenta'(Carol Castro) é responsável pelo despertar de Bruno, ela diz permanecer com uma pessoa só pra não ficar sozinho é uma forma de amar.

No humor mamão-com-açúcar dá até para enumerar a cadeia de clichês facilmente encontrada nos filmes da Sessão da Tarde. Como a hora da caça em que Bruno resgata a famosa lista telefona com os nomes das mulheres. Tanto a que morreu, quanto a que casou ou a que mudou de time estão todas lá. Isso sem contar da declaração de amor na chuva com direito a participação e comentários dos vizinhos mau-humorados.

Comédia romantica

Mesmo sem nunca ter dito “Eu Te Amo” para a namorada, a trama inteira gira em torno da reconciliação do casal. Que assim como nas adocicadas comédias românticas hollywoodianas, abusam de uma carga de sentimentalismo barato e pura demagogia entre um casal.

Quem está acostumado com os episódios da série da TV, não vai encontrar algo muito diferente. Mas também não chega a ponto dé ser um episódio estendido, mesmo assim, segue a linha de manter o próprio nome do personagem principal. O que dá um tom narcisista da trama. Por exemplo, a paixão pelo Vasco da Gama que Bruno como péssimo namorado exalta as datas de títulos e conquistas do time carioca. Sobre o diretor já era de se esperar mais uma produção com cara de TV. Ele que também dirigiu as séries “A Diarista”, “Força Tarefa” não escondeu a característica publicitária da produção.

Ainda no elenco, estão os humoristas Dani Calabresa (MTV), Marcos Caruso (Multishow), Augusto Madeira, Fabiula Nascimento, Fúlvio Stefanini, Luis Miranda, Débora Lamm, Alexandre Nero, Karla Karenina, e outros.


terça-feira, julho 12, 2011

Nada como foi será...

Eu já me fodi muito com amizades. Sempre me dediquei, assumi culpas, defendi prós, contras e nem todas as vezes valeram a pena. Ouvia quando ela moleca que nosso circulo de amizade era com base na nossa conveniência, seja o pessoal do trampo, escola ou bairro. Eu achava um absurdo, talvez porque queria abraçar todos ao mesmo tempo. Demorou pr’eu entender o porquê desse discurso, hoje eu me arrisco até a concordar.
É foda esse blog aqui já armazenou muito das minhas reclamações com as pessoas que me foderam na vida... Hoje eu nem esquento mais, valorizo aquilo que eu conquistei que já está de bom tamanho. Não é todo mundo que tem facilidade para ter boas companhias, receber carinho sem esperar nada em troca e confiar certamente no zelo do outro.
Durante tanta tempo, já passaram muitas pessoas na minha vida, umas fazem falta até hoje mas que a certeza de bastam alguns segundos durante o reencontro para tudo voltar como era antes. Como dia aquela música que eu nem gosto muito: “tudo passa, tudo sempre passará”... E é com base nessas passagens que eu deixo as coisas rolarem.
Neguinho paga de malzão, valentão, cherador de peido de otário, mas eu sei que não passa de um filhinho de mamãe que tinha tudo para se dar bem nada vida fazendo o bem. Um dia aprende, nem que tenha que quebrar a cara, se foder todinho e olhar o tempo perdido. Mesmo porque, chance nem sempre é dada duas vezes...