quinta-feira, novembro 26, 2009

Rock 'n'roll baré em versão acústica


Como toda boa música nasce dos acordes de um violão, a Paranoise Produções em parceria com a Livraria Valer e o Coletivo Cuia resolveram propor às bandas de rock amazonenses a desligarem os amplificadores e guardar as guitarras nos cases e partir para as apresentações do “Rock pra Valer”. O Projeto propõem aos grupos realizarem versões acústicas das músicas próprias dos grupos locais.

E os primeiros a encararem o desafio são os veteranos da Underflow, os britânicos barés da Alíases e Raphael Souza (ex-Alíases), em carreira solo com o seu mais novo projeto intitulado Shaking Hands. As apresentações serão realizados no próximo sábado, dia 28nov, no Espaço Cultural Valer, a partir das 18h. O ingresso para curtir os shows custa apenas R$ 2 (dois reais). Não tem como deixar de conferir.


O QUE É: Rock pra Valer – Shows Acústicos

QUANDO: Sábado, dia 28 de novembro, às 18h

ONDE: Espaço Cultural Valer (avenida Ramos Ferreira 1195 – Centro)

QUANTO: R$ 2 (dois reais)

INFORMAÇÕES: 9189-3607/9110-1198/9122-2728

sexta-feira, setembro 25, 2009

Mukeka di Rato Hoje no Aomirante Bar!


O segundo show da banda capixaba Mukeka di Rato é hoje, mas antes de conferir o ensurdecedor som dos caras, confere aí uma entrevistinha que eu fiz com o baixista e um dos vocalistas da banda, Fábio Mozine, que também toca nas bandas "Merda" e "Os Pedrero", originais da mesma cidade, Vila Velha-ES.

Vi que vocês estão concorrendo como melhor banda na categoria hardcore pelo VMB, é a primeira vez que vocês participam da premiação? Como ta sendo a experiência?

Isso, nesse caso estamos concorrendo como melhor banda hardcore, uma categoria nova e não unicamente com nosso clipe. essa é a terceira vez que estamos participando, ficamos surpresos com a criação dessa nova categoria, achei interessante, eu mesmo fiquei sabendo pela televisão igual as outras pessoas, muita gente soube antes da gente mesmo. Acho legal a Mtv abrir os olhos pra um estilo como o hardcore, isso mostra o seu valor pra musica nacional, ou seja, quebrando algumas barreiras. Lembrando que as bandas ali (Concorrendo com o Mukeka estão, Devotos (ex-devotos do ódio), Dead Fish, Garage Fuzz e Presto?), ao meu ver, são representantes legítimos do estilo e não indicações toscas, etc.

Eu estava no show do Whitesnake, coincidiu com o dia do show do Mukeka em Manaus, perdi a oportunidade mas o próximo espero não perder. Como foi esse show? Quais eram as expectativas do publico Amazonense?

A expectativa era muito boa. O que chega aos nossos ouvidos aqui na região sudeste é que ai há um grande numero de pessoas envolvidas com hardcore, metal e rock n roll em geral, então a nossa expectativa era de casa cheia e de show bom e foi realmente o que rolou. A galera nos recebeu de forma muito amistosa, melhor impossível, nos sentimos em casa, o show foi muito bom, energético e acho que dessa vez pode ser melhor ainda

A banda ainda sofre preconceito por não ser fruto do eixo RJ/SP ou o mercado do hardcore é livre de preconceito quanto a região?

Acho que não, muito pelo contrario. Acho que pelo fato de ser do ES somos até mais procurados, é um diferencial. Faz falta as vezes morar em SP, por logística, por exemplo, é muito mais difícil a gente ir do ES pra Manaus do que se estive morando no estado de SP, mas tudo bem, damos um jeito, já que não vivemos da banda, apesar de encararmos de forma profissional, a banda ainda é uma grande brincadeira pra gente que ajuda no máximo a pagar uma conta de telefone no final do mês.

Tenho alguns CD’s do Mukeka ainda lançados pela Läja, mesmo sendo pequena, deve ter muito trampo pra fazer, dá pra conciliar as bandas, o trampo e as outras atividades da gravadora, ou dá um nó na cabeça?

Eu estou igual um maluco. eu tenho 3 bandas na ativa, alguns outros projetos paralelos como uma banda cover de Roberto Carlos anos 60, dentre outros que de vez em quando pintam, alem de comandar a laja records, organizar show do mukeka e de outras bandas, tour, agora estou participando de algumas feiras de musica por uma cooperativa de musica do estado do ES, bicho, minha vida esta um pandemônio, só falta eu ganhar dinheiro agora, hehe mas sinceramente estou feliz com os projetos em execução.

Agora falando do show do dia 25, o que publico pode esperar do repertório?
Assim como em todos os shows do mukeka faremos um apanhado das melhores musicas de cada cd, não excluindo nenhuma fase de nosso repertorio e como fazemos ao final do show, caso a galera ainda queira mais, se a gente estiver vivo vamos continuar tocando! Espero que não esteja calor pra caralho ai, me disseram q tava foda esses dias hehehe a gente sofre, apesar que no ES é quente pra cacete também, mas o clima ai é bem diferente, da única vez que fui achei abafado, mas é isso ai mesmo, tamo indo ai pra fazer ficar mais quente ainda bicho! abraçao e valeu pela entrevista!

terça-feira, setembro 15, 2009

Up - Altas Aventuras

Sem dúvida, é grande a quantidade de gargalhadas que a nova animação da Walt Disney, "Up – Altas Aventuras" arrancou dos telespectadores que foram ao cinema e que possívelmente ainda arracará de muitos outros, a poem como forte concorrente em prêmios mundiais da categoria. A cativante história protagonizada por um senhorzinho e uma criança conquista o público ainda nos primeiros minutos do filme.

Nem robôs ou mutantes podem com essa nova dupla, que não chega a ser de super-heroi, mas que vive uma aventura sem igual. Pouco importou a idade dos dois, o ‘rabugento’ velhinho Carl Fredricksen, 78 e o escoteiro ‘sempre alerta’ Roussel, 8 embarcam pelos ares, em uma casa erguida por balões, em busca da felicidade no país das Cachoeiras.

O enredo do filmes traz muitas lições de vida que podem ser observadas desde a importância dos valores da família, até a ganância em conquistar o sucesso, fato que ocorre com o vilão da história, o aviador Charles Muntz que tenta capturar um pássaro raro.

A Pixar, produtora de animação recém comprada pela Disney, como de praxe já presenteia o expectador antes mesmo do filme começar com um curta-metragem chamado "Partly Cloudy" (pode ser traduzido como "Parcialmente Nublado"). Produção carregada de emoções e fantasias que brinca com o imaginário do público.

PS- "Up" deixa um gostinho de saudade da Escolinha do Professor Raimundo, pois no Brasil, o senhor Fredricksen foi dublado pelo humorista Chico Anysio. Aí lembra do sotaque arranhado?

segunda-feira, setembro 14, 2009

Several – 10 anos!



Em meio a tantos eventos na noite do ultimo sábado na cida
de, a comemoração dos 10 anos de existência da banda Several desbancou a concorrência, e o veredicto final foi casa lotada no Vitrola Music Bar (Avenida Recife, em frente à rodoviária).

De fato, em 10 anos a banda tem muito que comemorar, e que o show de aniversário ia ser um sucesso isso todo mundo já esperava. E foi mesmo. Não teve calor que expulsasse os fãs ao redor do palco.

Indispensável mesmo foi a participação especial da mascote da banda, a boneca inflável Pamella, que ‘entrou’ no clima do rock e subiu ao palco com uma guitarra totalmente estilizada (também inflável).

Que me perdoem os veteranos mas quem roubou a da cena da noite, foram os novatos da Caracteres, logo no primeiro show da carreira da banda segurou a plateia e arrancou aplausos no fim de todas as músicas, inclusive as autorais.

Nervosismo a parte, o quinteto altamente bem ensaiado fez jus ao convite e pode ser considerada a banda revelação deste ano. Aos curiosos e desacreditados, a banda se apresenta mais uma vez no próximo dia 19, a partir das 20h no Teatro Chaminé, é só ir lá e conferir se o sucesso da primeira noite não foi sorte de principiante.

Agora voltando a falar da estrela da noite, o show permitiu que os fãs matassem a saudade das músicas das antigas. Explanaram pontos fortes durante toda a década, e ainda, a Several recheou o repertório com sucesso da época em que a banda compunha em inglês e até "presenteou" o público com uma música direto do forno, a canção "Umbilical", que estará no próximo álbum do grupo.

Para encerrar a noite a banda Snatch subiu ao palco em grande estilo e pôde mesclar músicas próprias e covers e mostrar que o new-metal tamb
ém tem espaço cativo na noite.






sexta-feira, setembro 11, 2009

Brüno é o personagem austríaco que desbanca Hittler no Mundo

Se você pensa que as atitudes sem-noção do Borat (2006) eram chocantes, não pode deixar de conferir as peripécias do aspirante a celebridade, Brüno, tambem interpretado pelo inglês Sacha Baron Cohen. Porém, como apostas de muitos, o documentário ficcional é uma continuação de Borat (sendo até descrito como cópia), pois o personagem continuou na abordagem política e religiosa, só que agora na versão de um gay em busca de sucesso e glamour.

Brüno é um repórter austríaco que fazia entrevistas sobre moda e celebridades, mas a fama nunca bateu à sua porta. Depois do fracasso do seu programa na Áustria, decidiu ficar famoso a qualquer custo e saiu viajando pelo mundo. Ora se envolvendo na filantropia, ora buscando a paz no oriente médio, adotando uma criança da África ou até se tornar "hetero" enumeram as tentativas de chamar a atenção do "jovem" de 19 anos (idade inventada por ele).

Homossexualismo puro, sacanagem e bizarrices compõem o filme, e mesmo com a censura de 18 anos, a produção ainda teve cenas cortadas, uma delas é sobre uma sátira ao cantor Michael Jackson e sua irmã Latoya Jackson que foram retiradas em 'respeito' à família que ainda está de luto. Além disso, a versão que chegou ao Brasil ainda veio com partes censuradas.

Se você já achou o Borat obsceno (principalmente com o 'modelito' exclusivo de maiô), com Brüno, a moda mundial nunca mais será a mesma. E ainda ficou curioso em saber que marmotas ele apronta? Ainda dá tempo de pegar a identidade e correr para um dos cinemas que o filme está em cartaz.

PS. - Os machões de plantão que tiverem alguma 'frescura' quanto a atos sexuais explícitos entre gays é melhor nem sair de casa.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Força -G

O que esperar de uma mosca, uma toupeira e três porquinhos da índia geneticamente geniais? O último lançamento de Walt Disney vai surpreender a garotada que conferir o filme “Força-G”. Entre os personagens principais e coadjuvantes os roedores e insetos dominam as telas com equipamentos de alta tecnologia, de cinto de utilidades até computadores de altíssima geração.

As cobaias fazem parte do mais moderno programa secreto do governo para treinar animais como agentes de espionagem, eles se tornaram um esquadrão especialmente treinado para parar um plano diabólico que pretende dominar o mundo por meio de aparelhos domésticos.

Lembra daquela história, ‘eu queria ser uma mosquinha para saber o que está acontecendo em certos lugares’, pois os agentes da Força G possuem na equipe uma mosca especialista em vigilância, principalmente em todas áreas.

A aventura está disponível também em 3D é carregada de trapalhadas, espionagens, perseguição, e até um toque de paixão e prova de uma vez por todas que tamanho não é documento.

domingo, agosto 30, 2009

Arrasta-me para o inferno

Quem estava com saudades de assistir um bom e velho filme thrash como os clássicos do fim dos anos 70 e inicio dos 80 agora vai poder ficar despreocupado. O diretor Sam Raimi após 7 anos de Dedicação máxima ao super herói aracnídeo Homem Aranha de lado e voltou às raízes com um horror a base de sustos e nojeiras. Agarre-me para o Inferno prova que mesmo as boazinhas podem ir para o inverno e já pode ser 'deliciado' nas telas dos cinemas.


O filme conta a história da jovem Christine Brown que tem um bom trabalho, um ótimo namorado e um futuro brilhante. Ela sonha em conquistar a vaga na gerencia de créditos do banco em que trabalha, para fazer o filme com seu chefe e mostrar que tem postura, ela nega o pedido de financiamento da casa Sra. Ganush, uma velha suja e misteriosa. Antes de ganhar a vaga, Christine ganha uma maldição da velha. Agoniada e cheia de alucinações, a jovem procura ajuda de um vidente Rham Jas, aí começa a briga de feitiços com direito a muita gosma e jatos de sangue.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Se beber, não case!

Quem pensou que o filme "Se beber não case" seria uma copia pirata de "Cara, cadê meu carro?" errou feio. O longa-metragem, dirigido por Todd Phillips, estreou essa semana nos cinemas de Manaus e já pode ser considerado de longe a comédia do ano.

Doug (Justin Bartha), às vesperas do seu casamento, resolve partir para Las Vegas e curtir sua despedida de solteiro com os amigos: o professor bonitão Phil (Bradley Cooper); o dentista altamente dominado pela namorada, Stu (Ed Helms) e o futuro cunhado, o insano Alan (Zach Galifianakis). Após uma noite na cidade dos cassinos, os três acordam e sem se lembrar de absolutamente nada, percebem que acabam de perder Doug.

As pistas da noitada foram surgindo no decorrer do dia no hotel de luxo, onde estavam hospedados. Uma delas uma galinha branco que teve seus quinze minutos de fama em Hollywoord e um tigre de bengala que aparece no meio do banheiro da suíte e para piorar a situação, o que os rapazes não esperavam era que o tigre tinha simplesmente Mike Tyson como dono.
A noite de amnésias dos rapazes vai ficando esclarecida no decorrer do filme e enquanto tenta achar o amigo, inúmeras confusões vão surgindo.

"Se beber não case" é a prova de que o humor americano está melhorando, conseguindo até incluir piadas sobre o holocausto e o 11 de setembro. Outra forte característica é quanto à classificação etária. No Brasil pode até ser considerado "light" e pegaram leve na formatação das legendas, pois muitos termos foram mudados. O filme que inicialmente tinha censura de 18 anos, para alegria da molecada, agora veio para o Brasil com classificação de 14 anos.

sexta-feira, julho 24, 2009

Olha eu no MANAUS HOJE!



Agradecimento especial ao Ivan Brito que fez a matéria e ao André Cardoso que ajustou a imagem!

Outras informações sobre o Curso de Comunicadores Populares de Base, acesse: http://comunicadorespopulares.blogspot.com

sexta-feira, junho 19, 2009

Entrevista EXCLUSIVA com Juninho das bandas Discarga e Ratos do Porão!

Integrante das bandas Discarga, Ratos de Porão e Eu Serei a Hiena, o músico 'multi-uso' Paulo Sangiorgio Junior, vulgo Juninho, resolveu responder algumas perguntas a dona deste blog, que aqui vos escreve para falar um pouco de sua carreira musical e expectativa de vir tocar aqui,no fim de semana. O resultado dessa entrevista você confere agora:


Renata: Primeira pergunta não pode ser outra, qual é a sua expectativa para o show em Manaus no próximo dia 19/06?


Juninho: Eu nunca fui para Manaus, vai ser minha primeira vez na cidade.Eu não tenho muita idéia de como é o público aí, estou criando uma expectativa grande para essa viagem, acredito que vai ser bom demais.

Renata: Qual o lugar mais louco que vocês tocaram? O que tinha lá?
Juninho: Nossa, lembrar de um show assim em específico fica complicado, já tocamos em muitos concertos malucos por aí, mas vou citar 2 que vieram à minha cabeça: O primeiro foi em Aracajú, junto com Mukeka di Rato, 120 noites de somoda e uma banda que chamava “Merda de Mendigo” (rs). Sem tirar que estávamos muito longe de São Paulo, e tínhamos ido pra lá de ônibus, começou a chover e o teto do show era de palha, inundou tudo durante o show, e de baixo do palco estourou o esgoto e já viu! Foi uma merda total pra todo lado, foi insano, engraçado e inesquecível. O segundo foi em 2005, em Santiago de Compostela na Espanha. Nesse dia tocamos numa festa de halloween, onde toda a cidade estava fantasiada de monstro, inclusive no local do show havia uma decoração de terror, tava legal demais! Bom, o show começou, e logo no começo quebrou o amplificador do baixo. Daí eu o liguei direto na PA. Passou alguns sons e quebrou o amplificador da guitarra. Daí ligamos o baixo com vários pedais, direto na PA com muito ruído, e o Daniel tocou baixo e cantou, e eu fiquei fazendo a guitarra com a boca!! (Rsrsrs). Foi bom demais, até uma cover do Motorhead tocamos lá, e o solo eu fiz igualzinho, (rsrsrs) mas com a boca mesmo!!


Renata: Nessas turnes o que mais vocês sentem falta?

Juninho: Açaí, fruta com gosto de fruta, e não gosto de plástico. Arroz com feijão. A cama de casa, enfim, umas coisas simples do dia a dia daqui do Brasil.


Renata: Atualmente você toca em três projetos, fazendo turnê com cada um, não dá um nó na cabeça?

Juninho: Eu estou tocando no Discarga, Ratos de Porão e Eu Serei a Hiena. São 3 bandas que tocam relativamente bastante, mas a prioridade é o Ratos, então só quando não tenho nada marcado com o Ratos que acabo marcando shows pro Discarga e Hiena. Não dá nó nenhum na cabeça, eu toda vida toquei sempre com vários grupos ao mesmo tempo, estou acostumado, tenho boa memórias para as músicas, e o mais importante é que são bandas completamente diferentes musicalmente.


Renata: Que coisas que mais chamam atenção pelo Brasil a fora?

Juninho: O Brasil é um país que trás muita curiosidade para os gringos, sempre nos shows isso nos dá uma "vantagem", tipo tem muita gente que fala assim: “vou ver uns caras do Brasil que vão tocar hoje por aqui” Ou tipo “vou comprar um disco deles, os caras são do Brasil!” Daí com isso você acaba ganhando um destaque no meio de tantas bandas que tocam lá, e na parte musical o Brasil sempre teve grande nome dentro do punk/harcore lá fora. Mas no dia a dia de uma turnê a gente sempre acaba conversando com muita gente que pergunta de carnaval, futebol, política, nosso costumes, daí é bem legal que acaba rolando um grande intercâmbio cultural.


Renata: Falando mais do Juninho, eu já li que o hardcore faz parte da sua vida desde moleque, qual tua posição quanto a essa nova geração?

Juninho: Eu quando comecei a sair de casa, ouvir som, já me misturei com o pessoal do hardcore, e tenho uma formação bem da minha época mesmo, tive muito contato com atitudes radicais e tal, e isso me formou uma consciência séria com o hardcore e a forma de como se viver. A geração nova é um pouco diferente, não tem muito radicalismo saudável, são muitas coisas fúteis, são coisas mais superficiais, desde as idéias à forma de ter um disco, que é baixar da internet ao invés de correr atrás dos LPs. Mas como essa "geração nova" é bem grande, temos grande parte dela fazendo acontecer muita coisa, muitos shows, muitas bandas boas, e isso é ótimo para todos, serve de exemplo para os velhos que só reclamam e serve também de incentivo pra quem está chegando agora. A única coisa que eu faço questão que exista, é a mulecada nova correr atrás das origens, saber mais das histórias, do passado do punk/hardcore, conhecer as bandas antigas, pra daí você ter uma noção de onde veio tudo, como cresceu e como está no dia de hoje.



Renata: Com essa correria toda, ainda dá tempo de ouvir alguma coisa? Que bandas você ouve?

Juninho: Opa! ouvir som é a coisa que mais faço da minha vida. Sempre compro discos, e estou sempre correndo atrás de música nova e antiga, de preferência em LP. Ultimamente estou ouvindo muito soul, funk, jazz, muito Ray Charles, Hanson, Herbie Hancock, Get on Down, Dizzie Gilespie, Donald Byrd, Miles Davis, The Meters, Aretha Franklin. De hardcore peguei o disco novo do Triclops, uma banda nova de uns tiozinhos da Alternative Tentacles, que eram do Victims Family, é foda demais o som dos caras, tipo uma banda moderna, mas feito por gente da antiga. Tem também o Sweet Subúrbia daqui de São Paulo, fazem um punk77 de primeira! Disco novo do Converge to viciado nele também, fudido! E as coisas clássicas antigas sempre tão rodando aqui na vitrola, Bad Brains, Black Flag, Minor Threat, Napalm Death, etc.


Renata: E pra entrar no Ratos? Teve um processo pra passar de roadie pra membro oficial?

Juninho: Então, eu comecei a trabalhar com eles de roadie, pois foi numa época que o Ratos tinha ficado parado por causa da operação de redução do estômago do Gordo. Eles tinham outros roadies, mas como foi de 1 ano a pausa da banda os caras saíram pra trampar com outra banda. Daí nessa época eu conheci melhor os caras, trampando direto, viajando direto, até que poucos meses depois, o Fralda (baixista antigo) pediu pra sair. Como a banda tinha muitos shows marcados eles precisavam de uma pessoa que soubesse já tocar os sons, não tinha muito tempo pra "testes". Então como eu tava direto com os caras eles me chamaram. Fiquei uns meses de "músico contratado", daí depois passei a ser um integrante normal da banda, foi uma coisa muito foda que aconteceu na minha vida, pois sempre foi uma banda que eu gostei muito de ouvir desde moleque.


Renata: Em relação a composição de músicas, dá pra compor em turnê ou só em casa ou estúdio de uma forma mais sossegado?

Juninho: Em turnê não sai nada, você fica ali concentrado nos shows e não consegue pensar em outras coisas. Com o discarga funciona na base da pressão, tipo a gente marca a gravação e fala: “olha! Daqui a 2 meses temos que gravar 15 sons!”. Daí a gente marca muitos ensaios, e a coisa flui bem. Sempre foi assim desde o começo da banda, e sempre funcionou legal, então vai continuar assim! Rsrsrs.


Renata: O mercado independente tem crescido de uma forma incalculável, principalmente com a influencia da internet, isso ajuda na divulgação do material ou acaba exigindo ainda mais de cada banda? E isso é importante pra você?

Juninho: O Discarga tem um público fiel, do tipo da galera que gosta de correr atrás das coisas, gosta de comprar discos, gosta de ir em shows, então mesmo com essa mudança radical de vendas de discos, nós estamos indo bem. Nessa última turnê na Europa em 2008, nós vendemos muitos discos, muito mais do que pensávamos que íamos vender, foi ótimo! A influência da internet nos ajuda sim, e bastante, a divulgação é bem mais ampla, atingimos gente de mais lugares, e o mais importante de tudo é usar a internet para manter a cultura antiga de se fazer as coisas, mostrar o valor de ter um disco, ir a um show. Acho que incentivamos bastante a galera a ser assim, mostramos que não somos um produto, e acredito que usamos a internet de uma maneira saudável, onde as pessoas tem um acesso fácil à banda, as pessoas escrevem pra gente, conversam nos shows, então alcançar esse resultado é bem gratificante.


quinta-feira, junho 18, 2009

(Re)Faça você mesmo!


O texto de hoje foge dos já publicados neste site, mas isso não siguinifica que de alguma forma ele não esteja ligado, e provo o porquê. Trata-se do longa-metragem “Rebobine, por favor”, do diretor francês Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, A Natureza Quase Humana).


E para situar aqueles que não conhecem o diretor, ele também dirigiu e produziu clipes de bandas como The Rolling Stones, Björk, Chemical Brothers, White Stripes, Foo Fighters, RadioHead e outros. Portanto, se você já conhece o trabalho deste moço sabe que em qualquer filme, o produto final não é nada ‘mamão com açúcar’.


O “Rebobine por favor” (Be Kind,Rewind) não é diferente, já começa com o nome, altamente chamativo. O filme se passa nos tempos atuais e trata de uma vídeolocadora (em VHS) que por um acidente perde a magnetização de todos os vídeos. O fato ocorreu após Jerry (Jack Black) ter sofrido um choque após uma missão mirabolante de boicotar a rede de energia.


Para não perder o emprego nem ter o filme queimado (com permissão do trocadilho) com o dono da locadora, Mike (Mos Def) chama seu melhor amigo, o atrapalhado Jerry para uma tentativa de refilmagem de alguns pedidos. Para a grande surpresa deles, a única versão do filme que eles fazem é um grande sucesso.


A leseira baré deu tão certo no filme que o fato de refazer filmes conhecidos criou a expressão “sweeded” (como se fosse “suecar”) e está inspirando a molecada de todo o mundo a refilmar trechos e seqüências de filmes clássicos.


E para continuar falando de música, aí vai um pedaço do sweeded do filme “A Escola do Rock”:


http://www.youtube.com/watch?v=kJOQttr2hlI


Se você ficou com aquela vontade de recriar cenas clássicas da sétima arte, essa é a hora. Não esqueça de publicar o link aqui.

Casas de shows: Os fins justificam os meios?


Não é de agora que com certa freqüência, as casas de shows de Manaus (principalmente aquelas que destinam seus espaços para a promoção de bandas de rock), iniciam suas atividades na maioria das vezes com todo gás, prometendo ser a salvação das noites manauaras.

Os proprietários destinam os investimentos com decoração, divulgação, infra-estrutura e muitas vezes em pouquíssimo tempo são submetidos ao fechamento. Os eventos lotam as dependências da casa, os valores dos ingressos se duplicam, mas como diria o caboclo: ‘alegria de pobre dura pouco’.

A causa, motivo ou circunstancia são as mais variadas possíveis, a burocracia para legalização do funcionamento ainda é o mais comum. O que deixa dúvida é a influência dessas atividades no produto final. Seria falta de vontade/grana dos proprietários ou os deuses do rock estão dificultando isso?

A proposta do rock autoral não é absurda, depois da explosão da internet já foi provado que o inventivo de shows do gênero é altamente viável, bandas de todos os estilos e seguidoras de todas as tendências se proliferam a cada dia. Afinal, o que está acontecendo?

Muitas vezes as bandas declaram até o encerramento das atividades alegando falta de espaço para divulgação dos trabalhos. Bom mesmo fica para os músicos que tocam pela noite, as musicas dos repertórios nem sempre são as melhores, mas pelo menos dá pra tirar uma grana no fim do dia.

Pior de tudo isso, é que quando os freqüentadores começam a se acostumar com o novo nome, ele muda de novo. Será que o grande incentivo de música cover, a burocracia para legalização de uma casa noturna, a mínima opção, estão causando uma Disevolução do público roqueiro de Manaus? Enfim, a música continua.

segunda-feira, junho 01, 2009


Pra quem acha que, na década de 90, o grunge nasceu e morreu em seattle, aí vai um recado:

VOCÊS ESTÃO REDONDAMENTE ENGANADOS!!!

A prova disso é a NOITE GRUNGE, dia 06 de junho, sábado, no Vitrola Music Bar!

Um evento com a essencia do movimento alternativo, ao som das mais conceituadas bandas de garage rock de Manaus!!!


UMA NOITE GRUNGE @ VITROLA MUSIC BAR


UNDERFLOW

SEASIDE

INFÂMIA

SCREAMING

ED ONDO


ONDE: Vitrola Music Bar
QUANDO: 06 / 06 (sábado, 22h)
QUANTO: só R$ 10,00

domingo, março 29, 2009

Screaming faz tributo a Jeff Buckley neste sábado!


Você sabia que existiu um cara de apenas 30 anos que ícones da música como Bob Dylan, Jimmy Page, Bono Vox foram grande admiradores do seu talento e ainda inspirou Thom Yorke a compor o disco “The bends”?


Ele se chama Jeff Buckley e se você o conhece, é fã ou está morrendo de curiosidade para saber quem foi esse gênio o evento que vai fazer você conhecer tem nome, dia e horário (pelo menos para começar).


Apesar de o “Senhor Buckley” falecido em 1997, o mesmo deixou um acervo de excelentes canções e na noite do Toca Rock 11 serão interpretadas pela banda Screaming com a participação de alguns convidados para o deleite dos fãs da boa musica.


A noite de festa não vai parar por aí, no dia 04 de abril, os fãs da música alternativa terão oportunidade de assistir além de um especial ‘Jeff’, a apresentação da banda Alíases que recentemente lançou o primeiro EP. (Se você ainda não baixou clique aqui).



Para aqueles que estavam com saudades, a banda “Ctrl+Z” volta aos palcos promete o melhor do blues (des)compromissado que só eles sabem fazer nessa cidade. [ainda tem tempo para aprender as músicas]



Por falar em (des)compromisso, outra atração da noite é o irreverente som da banda “Les Claps!” Portanto, batam palmas e aguardem um dos shows que prometem fazer o publico tirar o pé do chão e dançar sem medo de ser feliz.


A festa ainda não pretende acabar e também vai contar com a apresentação da banda “Casavênias” que possui de uma seleção de clássicos da música alternativa no repertório.


E para você que nunca ouviu falar de uma banda chamada “Jimmy Joyce”, e muito menos o tal do ‘mob rock’ esta é a sua chance de conhecer um som autoral que não se encontra em qualquer esquina.


Na décima primeira edição do Toca Rock, nas dependências do Toca da Sinuca a partir das 22h, vai encontrar o mais variado estilo de musica independente da cidade.


.:Guia Rápido:.

O que: TOCA ROCK 11

Quem: Tributo a JEFF BUCKLEY (Screaming e convidados); Ctrl+z, Alíases, Casavênias, Les Claps e Jimmy Joyce.

Quando: 04 de abril

Horário: a partir das 22h

Onde: Toca da Sinuca – (Av. Tarumã, 1515 – Praça 14)

Quanto: R$5,00

Informações: 8809-1307/9615-0321



domingo, janeiro 04, 2009

Em 2008...

Melhor vocalista – Glauber Rico (nekrost)

Melhor vocalista – Karine Aguiar (blue boss'n jazz no TA)

Melhor show nacional – cri cri cri

Melhor show – Infamia no Dinastia

Melhor banda - Several

Melhor baixista – Daniel Valentim

Melhor guitarrista – Marcelo Figueiredo (com as excelentes Jam sessions)

Melhor frontman – Amauri Frazão (oferecendo o CD do Raimundo para a galera empolgada no dia mundial do rock).

Melhor performance – Ayahuasca

Melhor performance individual – Milton da Cabocrioulo

Melhor casa de show - Dinastia Rock Bar *pela freqüência....

Melhor cerveja – A do comandante

Melhor larica – Marcello’s lanche (13/07)

Melhor festa – Show da Several no N’vezes

Melhor tributo – Megadeth no Dinastia

Melhor coro – balada da saudade da Alíases no Kafua (14/04)

Melhor lançamento – Carma (Several)

Melhor projeto paralelo - Carroça

Show Inacreditável – helloween & gamma Ray – Amadeu Teixeira

Menção honrosa – About us

Maior saudade – Tulipa negra blues bar

Melhor blog – Roquecomfarinha.blogspot.com

Melhor site – www.fotochopp.com.br (exceto com aquela foto minha suuuuuper constrangedora!)

Revelação 2007 – Triplugados

Melhor Participação – Thomaz Edson com a Underflow

Melhor Improviso – Márcio, Marcelo e Augusto tocando Mina do Condomínio no Fino da Bossa (10/08)

Melhor Cover – Roodie tocando 100% no Kafua (14/04)

Voto de confiança para 2008 – Anonimos Alhures

Hit do ano – Anihc 18- Screaming

Pior show – les cleps no rock de calcinha

Pior Cover – les cleps tocando supermassive Black hole do Muse no Dinastia

Pior tributo - Beatles com a black mercey (toca rock)

Pior festa – seletiva para abrir pro rock rocket

Pior coro – Monalisa Plug – wake up (arcade fire)

Vergonha do ano - Essense pagando de roqueiros no Largo

Show mais engraçado – Sodabilly tocando os clássicos dos desenhos animados para as
criancinhas da ponte dos bilhares.

Vai tomar no cu do ano – Psiu Comunicação e todos os covers fights

‘caralho que porra eh essa?' do ano – Jungle Rock no fala aí

Tristeza do ano – Megadeth

Prejuízo do ano – festa do Kafua (14/04)