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quarta-feira, março 27, 2013

INFÂMIA: Do lixo à salvação do Rock n’roll

Dirty Boots by Sonic Youth on Grooveshark
Se no mundo inteiro o histórico do rock n’roll está totalmente debilitado no Amazonas não tem sido diferente. Temos bandas novas se destacando e procurando fazer algo autentico, diferente e criativo. Mas ainda como fruto de um passado forte dentro de uma maturidade ideológica.
A Infâmia lança o segundo CD, intitulado “Nervo”, tive oportunidade de ouvir o material antes do lançamento, que será neste sábado, no Festival Mama Rock, no Nativos Bar. Já adianto que vem aí um estouro musical.
A maioria das músicas são de autoria do Carlos Eduardo, que assim que gravou os primeiros passos do que veio a ser o Rock The End Roll do Projeto Campari, preferiu chamar as “sobras” de Lixo. Confesso que a primeira vez que ouvi, não achei um lixo, off course, mas achei as músicas meio chiclete e até reclamei com ele. (aquela né?)
E o tempo passou, os cabelos caíram, os filhos nasceram e enfim, chegou o Nervo. Destaco a música “Não Por Dentro”, é sentimento puro incrustados e aclamados em verdades onde só os fortes entendem.
Por coincidência ou não, o CD acabou ficando temático, o que eu gostei muito, sinto muita falta disso nas produções locais. Outra característica que contribuiu para autenticidade do material sãos os backing vocals, são eles que dão um peso grunge especial.
Sei que é muito cruel fazer certas comparações musicais, mas no Nervo, eu consegui sentir desde a primeira vez que ouvi, encontrar a relação e semelhança do amadorismo do Bleach e o chicletismo do Nevermind em um só material.
O crescimento da banda também se dá a nova formação, atualmente os amigos de infâmia, ops, infância, Anastácio Júnior, Carlos Eduardo e Thomaz Campos, tocam juntos e em busca daquilo que a gente quer e gosta, que é o som chamado Rock n’roll.
As melhores expectativas para o sábado a noite, espero que todos curtam o CD que logo, logo vai ta na mão dos fãs e curiosos sobre o estilo.
Esse sim, é o atual melhor candidato a melhor disco do ano. O mais pesado, mais sincero e com permissão do trocadilho, o mais almado. Muita luz pra INFÂMIA! Fodam-se os recalcados!



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