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terça-feira, março 19, 2013

Muito além do 38




Esconder daqui e valorizar dali, toda gordinha tem o seu jeito próprio de esconder os quilinhos a mais para se sentir mais segura. O Brasil mesmo sendo dono de inúmeros modelos de mulheres cheias de curvas, a ditadura da magreza ainda é voraz no mercado fashion. A boa notícia é que o histórico está mudando e a cada dia que passa o mercado intitulado Plus Size tem conquistado o apreço de lojas, blogs, coleções e lançamentos.
No melhor estilo faça você mesmo, resolvi desejar e mandar fazer meus próprios vestidos. Logico que minha mãe conseguiu garimpar uma costureira de mão cheia que acabou aderindo a ideia, até hoje recebo elogios de alguns que ainda uso.
Mesmo sem ta muito interligada com as tendências, não gosto de ficar fora de moda, é aí que aproveito as tendências, cores e modelos que estão nas vitrines com um prestígio de exclusividade.
Confesso que fico triste, entrar numa loja e acabar saindo com o que “coube” e não o vestido preferido. Mas é um preço que se paga por ser quem é ou do tamanho que é. Caetano Veloso diz que “todo mundo sabe a dor e a delícia de ser quem é”, acho que a mulher precisa entender que mesmo gordinha ela pode ser sexy e ao mesmo tempo estar bem vestida.
Na França as mulheres são magras por natureza, mas não abrem mão de uma alimentação calórica, já nos Estados Unidos onde a população está cada vez mais gorda existem fábricas de roupas de tamanho até 64. No Brasil, ninguém se liga muito na ABNT dos tamanhos, chego na C&A e tem blusas tamanho “GG” que deviriam ficar na seção infantil. O mercado brasileiro ainda é lento a essas evoluções, mas logo vai se tocar a ajustar seus formatos e esquecer um pouco da ideia de que a mulher precisa usar pouca roupa.
Outra ajuda na busca do fomento também se dá ao posicionamento de atrizes e cantoras que levantam a bandeira. Afinal de contas, quem se importa com o vestido de capa de bujão de gás da Adele porque na hora que a gordinha começa a cantar, meu amigo, tem pra barrar não. A Preta Gil veio pra Manaus outro dia com um vestido que até hoje eu sonho com ele... Um dia eu chego lá...

Um comentário:

Rosa Moraes disse...

Acho perfeita a idéia da costureira. Também sofro pra caramba pra achar coisas do jeito que eu quero, parte porque tenho um gosto muito peculiar para roupas, parte porque sou "praticamente uma anã".
Quanto a ser gordinha ou magrinha, sabes que já pesei 32 e 64, e, de boa, não me lembro de ter me sentido melhor ou pior com um tamanho ou outro: de qualquer jeito tinha dias em que eu me sentia uma diva, em outros não queria que o mundome enxergasse. É verdade que a sociedade ainda é meio hipócrita com a beleza das gordinhas, como você observou, mas a comunicação em massa também vai cada vez mais revelando novos horizontes.